I.P.S.S. - Instituição Particular Solidariedade Social e de Utilidade Pública
Sobre nós
Breve história


Os primeiros organismos mutualistas surgiram cerca dos anos trinta do século XIX, como consequência das novas ideias liberais, com o objetivo de melhorar a situação das classes trabalhadoras.

A primeira lei mutualista foi promulgada em 1891, tendo sido reformada em 1896 por um decreto que poucas  vantagens aportou à lei anterior. Apesar do abandono a que o movimento mutualista  sempre foi votado pelos governantes, ele floresceu e alastrou por todo o país, com especial relevo no Norte do país.

O primeiro Congresso Nacional das Mutualidades teve lugar em 1911, tendo participado um número significativo de associações, das quais 16 de Vila Nova de Gaia.

O 2º Congresso Nacional das Mutualidades realizou-se em 1916. O número de participantes foi inferior ao do 1º congresso por manifestas dificuldades económicas que muitas associações atravessavam. Apesar de terem sido tomadas várias deliberações em defesa da consolidação e do crescimento do movimento associativo, nenhuma foi considerada pelos poderes políticos.

Só no Concelho de Vila Nova de Gaia, fundaram-se mais de meia centena de associações, entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX.

Grande parte delas (34) extinguiam-se ou fundiram-se com outras mais sólidas, estando ativas perto de 15, entre as quais a Associação de Socorros Mútuos de Serzedo.

A ideia e a necessidade de fundar uma associação mutualista, à semelhança do que acontecia na maior parte das freguesias, congregou as vontades e os esforços de um grupo de cidadãos, os seus fundadores - Joaquim Gomes Cavadas, Domingos Pinto da Silva Reis, Francisco dos Santos  Santiago, João Francisco Duarte, José dos Santos Ferreira Júnior, Manuel Pereira, José Rodrigues Leite, Abel Marques,  António dos Santos Capella, Adelino Fernandes Guedes, Joaquim Guedes da Silva,  António da Silva Carvalho, Joaquim Domingues Lucas Júnior, Ernesto da Costa Couto, Manuel Ferreira dos Santos Júnior, Joaquim Ferreira dos Santos, Sebastião d’Oliveira, Joaquim Domingues Lucas, Manuel Gomes Cavadas, João Domingues Duarte, António Pinto Fernandes, José Domingues do Couto Júnior, Joaquim Gomes da Silva, Manuel Luís gomes, José Fernandes Carvalho Júnior e Manoel Fernandes  Carvalho.

A génese oficial da Associação de Socorros Mútuos de Serzedo teve lugar no dia 30 de Abril de 1905, na sala da secretaria da “Cooperativa de Crédito e Consumo Antero de Quental”, sita no lugar da “ Igreja” da freguesia de Serzedo, embora a data de 01 de Maio de 1905 seja considerada a da sua fundação.

Nesse dia, um grande número de pessoas reuniu-se, em assembleia  geral, para a “ constituição em Serzedo d’uma associação fúnebre que espalhasse os seus benefícios não só entre o povo de Serzedo mas das freguesias vizinhas: S. Félix da Marinha, Arcozelo, Perosinho e Sermonde”. Os trabalhos foram presididos pelo Sr. José Fernandes de Carvalho Júnior e secretariados pelos senhores António Pereira Delgado e Francisco dos Santos Santiago. Por deliberação da assembleia, os senhores José Fernandes de Carvalho Júnior, António Pinto Fernandes, Francisco dos Santos Santiago, Joaquim Gomes Cavadas, Manuel Fernandes de carvalho, Manuel Coelho da Silva Gomes e António Pereira da Silva constituem a comissão encarregada de “ colher as adesões necessárias para sócios da associação e assim levar-se dentro em breve a aprovação régia os estatutos respetivos”. O Sr. Joaquim Gomes Cavadas propôs que a nova instituição adotasse a denominação de “ Associação Fúnebre de Socorros Mútuos Para Ambos os Sexos de Sam Mamede de Serzedo”, a qual foi aprovada por unanimidade. Em nova assembleia do dia 4 de Junho de 1905, é lido e aprovado o projeto dos estatutos “ a serem o futuro governo da Associação, depois de obtida a sua aprovação pele assembleia e pela entidade régia”. No dia trinta de Junho, dada a necessidade de ser nomeada “ uma comissão á qual fosse a vida e a gerência da associação confiada até que nas repartições e estancias oficiais fossem aprovados os estatutos que ordenavam a eleição dos verdadeiros corpos gerentes”, foi criada uma comissão constituída pelos seguintes elementos: Manuel Pereira, Joaquim Gomes Cavadas, José dos Santos Ferreira, João do Couto, José Fernandes de Carvalho Júnior, Manuel da Costa e Manuel Coelho da Silva Gomes. Esta comissão foi imediatamente autorizada a nomear um cobrador para cada freguesia para começar o serviço da cobrança das quotas (aos domingos) dos associados já inscritos.
Os estatutos da nova associação foram aprovados por Alvará Régio na data de 17 de Outubro de 1905 e a sua leitura foi feita duas vezes  e recebida com uma enorme salva de palmas por todos os organizadores da Associação, reunidos em assembleia geral no dia oito de Dezembro. Nessa sessão foi ainda discutida a questão do arrendamento da casa definitiva para sede e secretaria da associação.

No dia dezanove de Março de 1906 teve lugar uma sessão solene para assinalar a criação da Associação Fúnebre de Serzedo, a qual foi presidida pelo reverendo abade da freguesia, Alfredo Baptista d’Aguiar, na qual participaram representantes doutras associações e onde foi reiterado o apelo para que todos, mesmo os que andavam de porta em porta, fizessem parte desta ou de qualquer outra associação.

Em sessão da Assembleia Geral de 16 de Novembro e por Alvará de 9 de Dezembro de 1911, foram aprovados novos  Estatutos e Regulamento Interno da Associação de Socorros Mútuos Fúnebre  Para Ambos os Sexos de Serzedo. No art.º 3º afirma-se “ A Associação tem por fins mandar fazer os funerais dos sócios  e pessoas de suas famílias, ou a conceder os respetivos subsídios para esses funerais e para os lutos que aos mesmos respeitam, nos casos e pela forma estabelecida n’estes estatutos.”

Em 1943, A Associação de Serzedo fundiu-se com a Benéfica Associação de Socorros Mútuos de Serzedo, a qual tinha sido fundada em 22 de Junho de 1930 por um conjunto de associados que tinham entrado em rutura com os dirigentes da Associação de Socorros Mútuos Fúnebre para ambos os sexos de Serzedo por terem sido inibidos de criar uma secção médica” que em nada prejudicaria a sociedade em questão” e, mais tarde, em 1946, com a Associação de Socorros Mútuos Nosso da Pedra.

De acordo com os estatutos iniciais, o objetivo principal era o apoio às famílias por ocasião dos funerais, o que correspondia a um sentimento muito forte das gentes do Norte que não concebiam que, chegada a morte, os seus entes queridos não tivessem um enterramento digno e decente.

Acompanhando o pulsar dos tempos e correspondendo a novas necessidades das populações, em especial dos seus associados, foi criada a componente médica, com um número significativo de serviços e especialidades e que constitui a principal razão que motiva os associados.

Ao longo deste século de vida, vários nomes ficaram indelevelmente ligados à vida e história desta associação, fundadores, dirigentes, pessoal clínico e funcionários pelo empenho, dedicação e serviço em favor dos outros duma forma desinteressada.

A designação atual foi adotada em Abril de 1965.

Os primeiros organismos mutualistas surgiram cerca dos anos trinta do século XIX, como consequência das novas ideias liberais, com o objetivo de melhorar a situação das classes trabalhadoras.

A primeira lei mutualista foi promulgada em 1891, tendo sido reformada em 1896 por um decreto que poucas  vantagens aportou à lei anterior. Apesar do abandono a que o movimento mutualista  sempre foi votado pelos governantes, ele floresceu e alastrou por todo o país, com especial relevo no Norte do país.

O primeiro Congresso Nacional das Mutualidades teve lugar em 1911, tendo participado um número significativo de associações, das quais 16 de Vila Nova de Gaia.

O 2º Congresso Nacional das Mutualidades realizou-se em 1916. O número de participantes foi inferior ao do 1º congresso por manifestas dificuldades económicas que muitas associações atravessavam. Apesar de terem sido tomadas várias deliberações em defesa da consolidação e do crescimento do movimento associativo, nenhuma foi considerada pelos poderes políticos.

Só no Concelho de Vila Nova de Gaia, fundaram-se mais de meia centena de associações, entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX.

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Informações
Sede Social
Rua da Igreja, 222/8
4410-059 Serzedo - Vila Nova de Gaia

Tel: 227620268
Fax: 227532487
Telem: 961013700
Email: geral@asms.pt

Fundada a 01 de Maio de 1905
aprovada com Alvará Régio de 23 de Outubro de 1905


Contribuinte: 501 071 890

Regime
Instituição Particular de Solidariedade Social - IPSS
Direcção Geral da Acção Social, no livro n.º1 das Associações de Socorros
Mútuos sob o n.º33/81, a fls 34 e verso de 25/2/1983;
com estatuto de Utilidade Pública sob o Decreto Lei n.º 460/77 de 7/11/1977.

N.º Associados: 19.000

Âmbito de Intervenção: Concelho

Áreas de Intervenção:
Segurança Social - Saúde
Segurança Social - Subsídios de Funeral

Outras:
Diversos Acordos de Parceria
Oftalmologistas
Ópticas
Médicos Especialistas
Seguradora
Balneário Marinho, Piscinas Municipais de Espinho
Termas

Factos Relevantes:
Comemorou o seu Centenário no decorrer dos meses de Maio a Outubro de 2005 com diversas actividades para os associados.

Órgãos Sociais:
Assembleia Geral
Direção
Conselho Fiscal
Sede Social
Rua da Igreja, 222/8
4410-059 Serzedo - Vila Nova de Gaia

Tel: 227620268
Fax: 227532487
Telem: 961013700
Email: geral@asms.pt

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